Cirurgia Bucomaxilofacial: por que experiência, anatomia e planejamento fazem diferença na segurança do paciente
Revisão médica: Dra. Lidia Henninger, médica Cirurgiã Bucomaxilofacial, CRO-RJ 15.999, HOF, Cirurgias Faciais • Harmonização
Faculty @allerganaestheticsbr, Palestrante internacional.
Última revisão médica: 01 de Setembro de 2026.
Quando um paciente procura um cirurgião bucomaxilofacial, raramente está buscando apenas alguém capaz de executar uma técnica.
Ele está confiando ao profissional estruturas diretamente relacionadas à mastigação, fala, respiração, sensibilidade, movimento, estética facial e qualidade de vida.
É por isso que, na Cirurgia Bucomaxilofacial, técnica é indispensável, mas não é suficiente.
Antes de qualquer procedimento existem diagnóstico, anatomia, indicação, planejamento, avaliação de riscos e decisões que precisam respeitar as particularidades de cada paciente.
A face é uma estrutura complexa.
Ossos, músculos, nervos, vasos sanguíneos, dentes, articulações e tecidos moles coexistem em espaços anatômicos reduzidos e funcionalmente integrados.
Por isso, poucos milímetros podem separar a região que precisa ser tratada de estruturas responsáveis por sensibilidade, movimento e outras funções importantes.
Nesse cenário, experiência não deve ser compreendida apenas como tempo de carreira.
Experiência significa repertório clínico.
Significa ter observado diferentes anatomias, acompanhado diferentes evoluções, reconhecido variações, enfrentado situações complexas e aprendido que um mesmo diagnóstico nem sempre exige a mesma solução.
A técnica permite executar um planejamento.
A experiência ajuda a construir a decisão.
O que é Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial?
A Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, também conhecida pela sigla CTBMF, é uma especialidade odontológica dedicada ao diagnóstico e ao tratamento cirúrgico e coadjuvante de doenças, traumatismos, lesões, deformidades e alterações congênitas ou adquiridas envolvendo o aparelho mastigatório, estruturas associadas e região craniofacial.
O Conselho Federal de Odontologia define a especialidade como voltada ao diagnóstico e tratamento cirúrgico e coadjuvante das doenças, traumatismos, lesões e anomalias do aparelho mastigatório e das estruturas craniofaciais associadas.
Fonte oficial:
https://website.cfo.org.br/13-de-fevereiro-dia-internacional-do-cirurgiao-bucomaxilofacial/
A especialidade reúne conhecimentos de cirurgia oral, anatomia facial, traumatologia, reconstrução, patologias maxilofaciais e planejamento das estruturas ósseas e dos tecidos da face.
Não se trata, portanto, de uma especialidade limitada à remoção de dentes.
O cirurgião bucomaxilofacial atua em diferentes níveis de complexidade, conforme sua formação, habilitação, diagnóstico e as necessidades específicas de cada paciente.
O que faz um cirurgião bucomaxilofacial?
O cirurgião bucomaxilofacial é o cirurgião-dentista especializado na avaliação e no tratamento cirúrgico de alterações que envolvem boca, maxilares e estruturas relacionadas da face.
Entre as situações que podem fazer parte da atuação da especialidade estão:
- dentes inclusos e terceiros molares de maior complexidade
• cirurgias dentoalveolares
• cistos e outras lesões maxilofaciais
• infecções odontogênicas
• traumatismos e fraturas faciais
• deformidades dentofaciais
• cirurgia ortognática
• procedimentos reconstrutivos
• alterações ósseas dos maxilares
• condições que necessitem de abordagem cirúrgica dentro do campo profissional da especialidade
A American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons descreve uma área de atuação que inclui cirurgia dentoalveolar, deformidades dentofaciais, trauma maxilofacial, reconstrução óssea e de tecidos moles e outras condições relacionadas ao complexo maxilofacial.
Fonte oficial:
https://aaoms.org/education-meetings/academics/become-an-oms/oms-procedures/
Isso ajuda a compreender por que a especialidade exige uma visão muito mais ampla do que simplesmente dominar uma determinada operação.
Antes de operar, é preciso compreender o problema.
Quando procurar um cirurgião bucomaxilofacial?
Nem toda alteração na boca ou na face necessita de cirurgia.
Esse é justamente um dos motivos pelos quais a avaliação especializada é tão importante.
Um cirurgião bucomaxilofacial pode ser procurado diretamente ou a partir do encaminhamento de outro profissional quando existe suspeita de uma condição que demanda diagnóstico e eventual tratamento dentro da especialidade.
Entre os exemplos estão dentes inclusos de maior complexidade, alterações dos maxilares, traumatismos faciais, lesões ósseas ou de tecidos relacionados, deformidades dentofaciais, infecções com extensão importante e situações que exijam planejamento cirúrgico mais aprofundado.
A indicação correta é uma das etapas mais importantes de qualquer cirurgia.
Nem todo problema precisa ser tratado cirurgicamente.
E mesmo quando existe indicação cirúrgica, diferentes abordagens podem ser consideradas.
Cirurgia de siso sempre precisa de bucomaxilofacial?
Não necessariamente.
Muitos terceiros molares podem ser removidos por cirurgiões-dentistas habilitados para o procedimento.
Entretanto, existem situações nas quais a anatomia, a posição do dente, a relação com estruturas vizinhas, alterações associadas ou o grau de dificuldade justificam uma avaliação especializada.
A proximidade entre o terceiro molar inferior e estruturas neurossensoriais, por exemplo, pode influenciar o planejamento.
O objetivo da avaliação não é classificar todo siso como complexo.
É identificar corretamente quais características estão presentes naquele paciente e quais cuidados elas exigem.
Por que a anatomia facial torna a Cirurgia Bucomaxilofacial tão complexa?
A anatomia da face não é formada por estruturas independentes.
Tudo está relacionado.
O sistema mastigatório depende da interação entre dentes, ossos, músculos, articulações e tecidos moles.
Nervos responsáveis por sensibilidade e movimento percorrem diferentes planos.
Vasos sanguíneos irrigam regiões muito próximas dos campos cirúrgicos.
A cavidade oral se relaciona com estruturas nasais, seios paranasais e diferentes espaços anatômicos.
Essa proximidade exige conhecimento tridimensional.
Uma revisão científica sobre a anatomia do nervo facial destaca que o conhecimento detalhado de seus trajetos é crítico em diferentes procedimentos de cabeça, pescoço e reconstrução de fraturas maxilofaciais, justamente devido ao risco de déficits funcionais quando determinadas estruturas são lesionadas.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20574465/
Conhecer anatomia, portanto, não significa apenas memorizar nomes.
Significa compreender relações espaciais e saber como essas relações podem variar entre indivíduos.
Na Cirurgia Bucomaxilofacial, poucos milímetros podem fazer diferença
A precisão cirúrgica é especialmente importante em uma região na qual estruturas funcionais estão próximas umas das outras.
Essa proximidade ajuda a explicar por que exames de imagem, análise anatômica e planejamento assumem tanta importância em determinados procedimentos.
A tecnologia também ampliou as possibilidades de avaliação e planejamento.
Na cirurgia ortognática, por exemplo, revisões sistemáticas recentes analisam o papel do planejamento cirúrgico virtual tridimensional na previsão e execução dos movimentos dos maxilares.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2025 concluiu que o planejamento virtual pode ser uma alternativa eficaz ao planejamento tradicional em cirurgia ortognática, com vantagens observadas em alguns parâmetros de precisão e eficiência.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40099059/
Outra revisão sistemática publicada em 2026 encontrou resultados comparáveis entre planejamento tridimensional e tradicional em diversos parâmetros, destacando a utilidade da visualização virtual especialmente em situações de maior complexidade.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41648700/
Essas tecnologias não substituem julgamento clínico.
Elas ampliam as ferramentas disponíveis para o planejamento.
Técnica e experiência são a mesma coisa?
Não.
Técnica corresponde ao conjunto de conhecimentos, princípios e etapas utilizados para executar determinado procedimento.
Experiência clínica acrescenta outra dimensão.
Ela contribui para reconhecer variações, interpretar aquilo que nem sempre segue um padrão ideal, antecipar dificuldades e adaptar decisões diante da realidade encontrada em cada paciente.
Uma técnica pode ser estudada e reproduzida.
O julgamento cirúrgico é construído pela combinação entre estudo contínuo, evidência científica e experiência acumulada.
É importante fazer uma distinção.
Experiência não substitui ciência.
Também não elimina riscos.
Ela complementa o conhecimento técnico ao ampliar o repertório utilizado para interpretar situações diferentes.
Por que dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem precisar de tratamentos diferentes?
Porque diagnóstico não é sinônimo de plano cirúrgico.
Imagine dois pacientes com uma mesma categoria diagnóstica.
Eles podem apresentar idades diferentes, anatomias distintas, condições sistêmicas próprias, diferentes qualidades ósseas, diferentes relações entre nervos e estruturas cirúrgicas, procedimentos prévios e expectativas completamente diferentes.
Tudo isso interfere no planejamento.
O diagnóstico pode receber o mesmo nome.
A cirurgia não necessariamente será a mesma.
Essa é uma das razões pelas quais protocolos precisam ser interpretados dentro do contexto clínico.
Individualizar não significa abandonar a ciência.
Significa aplicar conhecimento científico ao paciente real que está diante do profissional.
Como é feito o planejamento de uma cirurgia bucomaxilofacial?
O planejamento começa antes do centro cirúrgico.
Primeiro é necessário compreender a queixa, a história clínica e o problema que levou o paciente à avaliação.
O exame clínico permite analisar função, anatomia e sinais associados à condição investigada.
Quando necessários, exames complementares e de imagem acrescentam informações que não podem ser obtidas apenas pelo exame físico.
A partir desses dados, o profissional estabelece ou refina o diagnóstico e avalia as alternativas terapêuticas.
Depois surgem perguntas fundamentais.
Existe realmente indicação cirúrgica?
Quais são os benefícios esperados?
Quais riscos precisam ser discutidos?
Qual técnica é apropriada?
Existe alguma condição que deva ser controlada antes da cirurgia?
Qual ambiente é adequado para o procedimento?
Como será o acompanhamento pós-operatório?
Em procedimentos específicos, recursos digitais também podem fazer parte do planejamento.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 avaliou planejamento virtual e convencional em cirurgia ortognática e encontrou diferenças de precisão em determinados movimentos, mostrando como ferramentas tridimensionais podem complementar o planejamento em casos selecionados.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38601248/
O planejamento não é uma formalidade antes da cirurgia.
Ele é parte da cirurgia.
O que significa segurança em Cirurgia Bucomaxilofacial?
Segurança cirúrgica é frequentemente associada apenas à esterilização e ao ambiente operatório.
Esses fatores são fundamentais, mas segurança começa antes.
Ela começa pela indicação.
Continua pelo diagnóstico, avaliação clínica, escolha do ambiente adequado, conhecimento anatômico, planejamento, comunicação com o paciente, técnica operatória e acompanhamento.
A Organização Mundial da Saúde desenvolveu a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica com o objetivo de reduzir erros e eventos adversos e fortalecer comunicação e trabalho em equipe durante procedimentos cirúrgicos.
Fonte oficial:
Nos estudos iniciais de implementação conduzidos em diferentes países, a OMS relatou redução de complicações maiores após a introdução da lista de segurança, embora evidências posteriores tenham mostrado que os resultados podem variar conforme o contexto e a implementação.
Fonte oficial:
https://www.who.int/news/item/11-12-2010-checklist-helps-reduce-surgical-complications-deaths
Relatório global da OMS sobre segurança do paciente:
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/376928/9789240095458-eng.pdf
O princípio que permanece é claro.
Segurança cirúrgica depende de sistemas, planejamento e decisões consistentes.
Segurança cirúrgica começa antes da cirurgia
Uma operação tecnicamente bem executada não corrige uma indicação inadequada.
Por isso, uma das decisões mais importantes pode ocorrer antes de qualquer intervenção.
É quando o profissional determina se aquela cirurgia realmente deve ser feita, como deverá ser planejada e quais alternativas precisam ser discutidas.
Essa análise envolve benefício, risco e individualidade.
Em alguns casos, o mais correto é operar.
Em outros, observar, investigar, tratar previamente uma condição ou escolher uma abordagem diferente pode ser mais adequado.
Saber operar é necessário.
Saber quando operar é igualmente importante.
O papel da experiência diante do inesperado
Cirurgia não é um roteiro completamente imutável.
O planejamento busca antecipar o máximo possível, mas pacientes reais apresentam variações anatômicas, respostas teciduais individuais e situações que podem exigir adaptação.
É justamente nesse ponto que o repertório construído ao longo da prática ganha importância.
Experiência permite reconhecer padrões porque o profissional já observou diferentes situações ao longo da carreira.
Também contribui para perceber quando aquilo que está sendo encontrado não corresponde exatamente ao cenário inicialmente previsto.
Isso não significa que um profissional experiente esteja livre de intercorrências.
Nenhuma cirurgia é isenta de risco.
Experiência não elimina imprevisibilidade.
Ela amplia o repertório disponível para reconhecer, prevenir e manejar situações diferentes.
Quando um plano precisa mudar durante uma cirurgia
Planejar bem não significa tornar-se incapaz de modificar o planejamento.
Pelo contrário.
Um plano cirúrgico precisa ter objetivos claros, mas o profissional deve ser capaz de interpretar aquilo que encontra durante o procedimento.
Uma variação anatômica pode exigir maior cautela.
A qualidade de determinado tecido pode modificar uma etapa.
Uma informação intraoperatória pode justificar adaptação da estratégia.
Essas decisões precisam permanecer dentro dos princípios técnicos, éticos e científicos da especialidade.
O planejamento orienta.
O julgamento clínico interpreta.
42 anos de cirurgia: o que o tempo realmente ensina?
Quarenta e dois anos dedicados à cirurgia e ao ensino representam muito mais do que uma informação curricular.
Ao longo de quatro décadas, a Cirurgia Bucomaxilofacial passou por mudanças importantes.
Exames de imagem evoluíram.
Sistemas de fixação foram aperfeiçoados.
Planejamentos tridimensionais passaram a ocupar espaço crescente em determinadas cirurgias.
Novos materiais e tecnologias foram incorporados.
Protocolos de segurança evoluíram.
A literatura científica se expandiu.
Continuar exercendo a especialidade ao longo desse processo exige atualização.
Ao mesmo tempo, alguns fundamentos permanecem.
Anatomia continua sendo anatomia.
Uma indicação precisa continua sendo indispensável.
Cada paciente continua apresentando particularidades.
E nenhuma tecnologia substitui completamente a capacidade de interpretar um caso clínico.
A trajetória da Dra. Lídia Henninger reúne 42 anos dedicados à cirurgia, ao ensino e à formação profissional.
Mais importante do que transformar esse período em um número é compreender o que ele representa.
Milhares de horas de estudo, prática, acompanhamento de pacientes, decisões clínicas, evolução de técnicas e contato com diferentes situações anatômicas e cirúrgicas.
Experiência que precisa continuar acompanhada de atualização científica.
Experiência não substitui evidência científica
Esse ponto merece ser reforçado.
Uma longa trajetória profissional não deve ser utilizada como argumento para ignorar novas evidências.
Na cirurgia contemporânea, experiência e ciência precisam caminhar juntas.
A literatura atual permite revisar práticas, comparar técnicas, avaliar tecnologias e aperfeiçoar protocolos.
A experiência ajuda o profissional a interpretar como esse conhecimento pode ser aplicado diante das particularidades de cada caso.
Experiência sem atualização corre o risco de se tornar repetição.
Atualização sem capacidade de julgamento pode se tornar aplicação mecânica de protocolos.
O equilíbrio está na integração entre as duas.
Cirurgia Bucomaxilofacial também é função
A face não deve ser compreendida exclusivamente pela estética.
Mastigar, respirar, falar, movimentar os maxilares e manter sensibilidade adequada envolvem estruturas que podem fazer parte da região de atuação bucomaxilofacial.
O CFO destaca que traumas faciais podem afetar funções essenciais, como mastigação, respiração e fala, além de produzirem impacto sobre estética e qualidade de vida.
Fonte oficial:
Essa integração entre estrutura e função explica por que o planejamento não deve avaliar apenas como determinada região ficará.
Também precisa compreender como ela funciona.
Acompanhamento pós-operatório também faz parte da cirurgia
O procedimento não termina com a última sutura.
Depois da cirurgia, começa uma nova etapa.
O organismo entra em processo de recuperação.
Edema, cicatrização, resposta tecidual e adaptação funcional precisam ser avaliados conforme as características de cada procedimento.
O acompanhamento permite observar a evolução esperada e reconhecer alterações que necessitem de avaliação adicional.
Por isso, a responsabilidade cirúrgica não pode ser reduzida ao momento operatório.
Indicação, planejamento, execução e acompanhamento fazem parte de um mesmo cuidado.
Como escolher um cirurgião bucomaxilofacial?
A escolha não deveria ser baseada apenas em publicidade, número de seguidores ou promessa de resultado.
É importante verificar formação profissional, registro adequado da especialidade, experiência compatível com o caso, capacidade de explicar diagnóstico e alternativas, ambiente em que o procedimento será realizado e disponibilidade de acompanhamento.
Também é importante observar a forma como riscos e limites são comunicados.
Um planejamento responsável não apresenta cirurgia como algo banal.
O paciente precisa compreender por que o procedimento está sendo indicado, quais objetivos são realistas e quais cuidados farão parte do tratamento.
O Conselho Federal de Odontologia mantém consulta e dados relacionados aos especialistas registrados em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
Fonte oficial:
https://website.cfo.org.br/dados-estatisticos-de-profissionais-e-entidades-ativas-por-especialidade/
Cirurgião bucomaxilofacial no Rio de Janeiro: por que a avaliação local continua sendo individualizada?
Pacientes que procuram Cirurgia Bucomaxilofacial no Rio de Janeiro podem apresentar necessidades completamente diferentes.
Alguns chegam por indicação para cirurgia oral.
Outros procuram avaliação após trauma, alterações dos maxilares, lesões ou deformidades dentofaciais.
Há também pacientes que desejam uma segunda avaliação antes de decidir por determinado procedimento.
No Instituto Lídia Henninger, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, a avaliação parte da análise individual do problema, da anatomia, da função e das possibilidades terapêuticas de cada caso.
A localização facilita o acesso.
O que define o tratamento, porém, continua sendo o diagnóstico.

Perguntas frequentes sobre Cirurgia Bucomaxilofacial
O que faz um cirurgião bucomaxilofacial?
O cirurgião bucomaxilofacial é o cirurgião-dentista especializado no diagnóstico e tratamento cirúrgico de alterações que envolvem boca, maxilares e estruturas relacionadas da face, dentro das competências da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
Quando devo procurar um bucomaxilofacial?
A avaliação pode ser indicada diante de dentes inclusos de maior complexidade, trauma facial, alterações dos maxilares, lesões, deformidades dentofaciais, infecções extensas ou outras situações com possível indicação cirúrgica na região bucomaxilofacial.
Que cirurgias o bucomaxilofacial realiza?
A especialidade pode envolver cirurgia dentoalveolar, terceiros molares, tratamento de traumas, cirurgia ortognática, procedimentos reconstrutivos, abordagem de determinadas lesões e outras cirurgias relacionadas ao complexo bucomaxilofacial.
O bucomaxilofacial faz apenas cirurgias complexas?
Não. A especialidade inclui procedimentos de diferentes níveis de complexidade. O que determina a necessidade do especialista é a avaliação clínica e as particularidades de cada caso.
Qual é a diferença entre cirurgião-dentista e cirurgião bucomaxilofacial?
Todo cirurgião bucomaxilofacial é cirurgião-dentista, mas possui formação adicional específica e registro de especialidade em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
Cirurgia de siso precisa ser feita por bucomaxilofacial?
Nem todo terceiro molar exige atendimento por especialista. Casos com maior complexidade anatômica, dificuldade cirúrgica ou condições associadas podem justificar avaliação bucomaxilofacial.
Cirurgia Bucomaxilofacial é segura?
Toda cirurgia apresenta riscos. A segurança depende de indicação correta, avaliação clínica, planejamento, ambiente adequado, conhecimento anatômico, técnica, protocolos de segurança e acompanhamento.
Como é feito o planejamento de uma cirurgia bucomaxilofacial?
O planejamento pode incluir história clínica, exame físico, exames complementares quando indicados, avaliação anatômica, definição do diagnóstico, análise de riscos e escolha da estratégia cirúrgica apropriada ao paciente.
Quais exames podem ser necessários?
Isso depende do caso. Radiografias, tomografias e outros exames podem ser solicitados quando necessários para esclarecer diagnóstico, anatomia e planejamento. A indicação deve ser individualizada.
Por que experiência cirúrgica é importante?
Porque experiência acrescenta repertório clínico ao conhecimento técnico, auxiliando o profissional a reconhecer variações, interpretar situações diferentes e adaptar decisões quando necessário. Ela deve permanecer associada à atualização científica.
Como escolher um cirurgião bucomaxilofacial?
Verifique formação, registro profissional, experiência, qualidade da avaliação, clareza das informações, planejamento, estrutura disponível e acompanhamento oferecido antes e depois da cirurgia.
Onde encontrar cirurgião bucomaxilofacial no Rio de Janeiro?
O Instituto Lídia Henninger realiza atendimento no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individualizada.
Quando a cirurgia exige mais do que técnica, a avaliação é o primeiro passo
Uma cirurgia começa muito antes do primeiro gesto técnico.
Começa quando o profissional compreende o problema, interpreta a anatomia, avalia função e riscos e decide qual conduta realmente faz sentido para aquele paciente.
A técnica executa o planejamento.
A ciência orienta as escolhas.
A experiência amplia o repertório utilizado para tomar decisões.
Se existe indicação ou dúvida sobre um procedimento bucomaxilofacial, uma avaliação individualizada permite compreender o diagnóstico, as possibilidades de tratamento, os benefícios esperados e os limites de cada abordagem antes de qualquer decisão cirúrgica.
Experiência não significa fazer mais procedimentos.
Significa compreender melhor quando, por que e como intervir.
Fontes científicas e institucionais consultadas
Conselho Federal de Odontologia. Dia Internacional do Cirurgião Bucomaxilofacial e definição da especialidade.
https://website.cfo.org.br/13-de-fevereiro-dia-internacional-do-cirurgiao-bucomaxilofacial/
Conselho Federal de Odontologia. Cirurgias faciais e competências da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
Conselho Federal de Odontologia. Parâmetros e recomendações para procedimentos bucomaxilofaciais.
American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons. OMS Procedures.
https://aaoms.org/education-meetings/academics/become-an-oms/oms-procedures/
World Health Organization. Surgical Safety Checklist.
World Health Organization. Implementation manual WHO Surgical Safety Checklist.
https://www.who.int/publications/i/item/9789241598590
National Library of Medicine. A review of facial nerve anatomy.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20574465/
National Library of Medicine. Effectiveness of Traditional and Virtual Surgical Planning in Orthognathic Surgery: A Systematic Review and Meta-Analysis.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40099059/
National Library of Medicine. The Role of 3D Virtual Planning in Orthognathic Surgery and Outcome Assessment: A Systematic Review and Meta-analysis.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41648700/
National Library of Medicine. Virtual Versus Conventional Planning in Orthognathic Surgery: A Systematic Review and Meta-analysis.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38601248/
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Sobre o Autor
Dra. Lídia Henninger
Cirurgiã-Dentista
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
Especialista em Harmonização Orofacial
Cirurgiã, traumatologista bucomaxilofacial e professora, com 42 anos dedicados à cirurgia e ao ensino. Sua trajetória profissional é construída pela integração entre prática clínica, experiência cirúrgica, formação de profissionais e atualização científica constante.
Atua no Instituto Lídia Henninger, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, com uma abordagem baseada em avaliação individualizada, conhecimento anatômico, planejamento, função, segurança e respeito às particularidades de cada paciente.







